quarta-feira, dezembro 08, 2004

O estado das coisas I

Decorridos quase três anos sobre o momento em que os Portugueses decidiram que Portugal não mais podia ficar parado e de costas voltadas para uma realidade político-económica que exige presença, rigor, iniciativa e, acima de tudo, honestidade, eis que abruptamente nos encontramos mais uma vez no turbilhão pré-eleitoral a que, vezes mais que o desejável e constitucionalmente previsto, nos sujeitam, menosprezando a estabilidade económica e social. Importa referir que, desta forma, foi dissolvida uma maioria parlamentar estável e sufragada por um país ansioso de mudança. Está à vista de todos o que, em pouco mais de meio mandato foi concretizado, no seio de uma maioria parlamentar que responsavelmente sustentou um Governo corajoso que instituiu, mais do que reformas necessárias, toda uma nova filosofia de planeamento do futuro, assente na Justiça Social, na universalidade das políticas e no racionalismo humanista mas responsável que procura preparar o País para um futuro exigente mas promissor, assente no que de melhor dos nossos 861 anos de história reside na nossa memória colectiva.


Urge reflectir no imediatismo com que a esquerda tende a ler a realidade e na rapidez com que da sua memória se desvanecem, convenientemente os erros, quer de actuação, quer de interpretação. A sua superioridade moral que advém do facto de assumir que podem sempre decidir pelo povo, mesmo contra a vontade do povo, tem-se traduzido em sábias lições por parte dos portugueses que, teimosamente, a Esquerda não sabe ou não quer aproveitar.


Vemos, concretamente, o Partido Socialista já com postura de partido vencedor antes das eleições, mas sem nenhuma ideia, sem nenhum vislumbre fundamentado de oposição na verdadeira acepção da palavra, coisa que devia ter feito nestes quase 3 anos e que nunca fez. Assombrado pelo desgoverno da era Guterrista, mas sem grandes pruridos em apagá-la da sua história para construir uma nova esquerda, um novo PS, este Partido Socialista vai deambulando, embalado pelas ondas de um mar agitado por aqueles a quem interessa que nada mude, que nada se discuta do país que temos e do que podemos fazer para o mudar.
Criam-se e inflamam-se pretensas ameaças à integridade da nossa Democracia, abusa-se da desonestidade intelectual para criar uma imagem de caos do nosso tecido político, económico e social, ignorando que tal caminho induz a acções precipitadas por parte daqueles que acham que decidem sempre bem pelo povo. Esses mesmos, que vêem o Povo nas manchetes inflamadas, nos sound-bytes bombásticos, e nas palavras de conselheiros, quando o Povo, afinal serenamente, os observa espantado com tão definitiva leitura do que lhe vai na mente.
Conhecemos os Portugueses, e vamos ao seu encontro, ao encontro dos seus anseios, sem medo, sem artifícios, com trabalho concreto, importante e responsável em prol de Portugal, interrompido, mas que orgulhosamente exibiremos como feito para continuar, para os Portugueses de um País que quer ser melhor, mais rico, mais saudável, mas conhecedor, mais justo e mais empreendedor.

Somos responsáveis também a nível autárquico, onde de forma pioneira, construímos em Vila Nova de Famalicão, um projecto de Coligação com o PSD feito para os Famalicenses, que merecem um concelho próspero equilibrado e com uma excelente qualidade de vida e cuja concretização foi interrompida por 20 anos de irresponsável governação socialista, que estruturalmente colocou Vila Nova de Famalicão atrás do seu devido lugar nos índices de desenvolvimento, acusando a falta gritante de condições básicas de Saneamento e Água canalizada, infra-estruturas rodoviárias modernas e um parque escolar ajustado aos requisitos do Século XXI. Por tudo isso e muito mais pugnámos e pugnaremos sempre, tendo-o provado no mandato, onde, orgulhosamente participamos na condução dos destinos dos Famalicenses, liderado serena mas eficientemente pelo Arquitecto Armindo Costa.